Mostrar mensagens com a etiqueta Trasosmontes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Trasosmontes. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de janeiro de 2020

Em Barroso a terra é fria mas a alma é quente


Faz frio no Planalto de Barroso, em Trás-os-Montes, desafiando um sol pleno de inverno. A “Terra Fria”, tal como a imortalizou o escritor Ferreira de Castro, não poupa ao visitante os seus rigores, embora lhe abra as portas para um Portugal de gente acolhedora e muito boa mesa.
Partindo de Braga, em direcção a Montalegre, capital do segundo maior concelho em área do país (800 km2), são 90 quilómetros de estrada com tanto de belo como tortuoso. A Serra da Cabreira impõe-se gradualmente. Os relevos montanhosos crescem a cada curva parecendo empurrar-nos para lá de todas as alturas possíveis. A partir daqui, despimos uma certa descrença e começamos a cuidar nas histórias de bruxas, de encontros com o diabo e outras sortes afins, associadas ao planalto de Barroso.

sábado, 14 de julho de 2018

Vamos conhecer o padre Fontes


Mesmo no centro do lugar fica a casa de António Lourenço Fontes, padre. É edifício mais comprido do que largo, com paredes de granito e pequenas janelas quadradas por onde a luz entra sempre focada. Nas habitações transmontanas raramente o sol se mostra capaz de inundar um quarto inteiro - e a do Padre Fontes parece estar sempre mergulhada numa relativa penumbra. É aqui, nesta casa escura com paredes forradas de livros, que começa esta história.
(...)
"Tenho aqui uma coisa que nunca mostrei a ninguém", diz o homem, enquanto galga um pequeno muro e procura com os dedos uma caixa. Lá dentro, pequenos cadernos gatafunhados com letra miúda, notas de pensamentos íntimos, relatos de tradições pagãs, escritos proibidos de contestação ao regime e à Igreja. O primeiro caderno é de 1950, ano em que Fontes entrou, tinha 10 anos, no seminário. "Isto é o meu diário. Mantive-o sempre comigo e mais ninguém. Talvez seja tempo de o partilhar."

domingo, 21 de outubro de 2012

Para Que Este Mundo não Acabe

Neste filme faz-se alusão à cista, monumento megalítico funerário, existente na Vila da Ponte e à ponte.