quinta-feira, 16 de agosto de 2018
domingo, 29 de julho de 2018
domingo, 22 de julho de 2018
sábado, 14 de julho de 2018
Vamos conhecer o padre Fontes
Mesmo no centro do lugar fica a casa de António Lourenço Fontes, padre. É edifício mais comprido do que largo, com paredes de granito e pequenas janelas quadradas por onde a luz entra sempre focada. Nas habitações transmontanas raramente o sol se mostra capaz de inundar um quarto inteiro - e a do Padre Fontes parece estar sempre mergulhada numa relativa penumbra. É aqui, nesta casa escura com paredes forradas de livros, que começa esta história.
(...)
"Tenho aqui uma coisa que nunca mostrei a ninguém", diz o homem, enquanto galga um pequeno muro e procura com os dedos uma caixa. Lá dentro, pequenos cadernos gatafunhados com letra miúda, notas de pensamentos íntimos, relatos de tradições pagãs, escritos proibidos de contestação ao regime e à Igreja. O primeiro caderno é de 1950, ano em que Fontes entrou, tinha 10 anos, no seminário. "Isto é o meu diário. Mantive-o sempre comigo e mais ninguém. Talvez seja tempo de o partilhar."
domingo, 8 de julho de 2018
sábado, 23 de junho de 2018
sexta-feira, 11 de maio de 2018
quinta-feira, 10 de maio de 2018
Memorial do Seminarista de José Dias Baptista
O ilustre vilapontense José Dias Baptista acaba de publicar, segundo o jornal "Voz de Trás os Montes", o livro "Memorial do Seminarista" que conta alguns episódios vividos no seminário de Vila Real.
domingo, 6 de maio de 2018
Dia da Mãe
Canção para a Minha Mãe
E sem um gesto, sem um não, partias!
Assim a luz eterna se extinguia!
Sem um adeus, sequer, te despedias,
Atraiçoando a fé que nos unia!
Terra lavrada e quente,
Regaço de um poeta criador,
Ias-te embora antes do sol poente,
Triste como semente sem calor!
Ias, resignada, apodrecer
À sombra das roseiras outonais!
Cor da alegria, cântico a nascer,
Trocavas por ciprestes pinheirais!
Miguel Torga, in 'Diário (1946)'
Assim a luz eterna se extinguia!
Sem um adeus, sequer, te despedias,
Atraiçoando a fé que nos unia!
Terra lavrada e quente,
Regaço de um poeta criador,
Ias-te embora antes do sol poente,
Triste como semente sem calor!
Ias, resignada, apodrecer
À sombra das roseiras outonais!
Cor da alegria, cântico a nascer,
Trocavas por ciprestes pinheirais!
Miguel Torga, in 'Diário (1946)'
quarta-feira, 28 de março de 2018
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