segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Vila da Ponte integra uma lista de aldeias de Portugal a visitar

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Visitar uma destas aldeias é reviver o passado, e por esse motivo foi criada uma rede designada de Aldeias de Portugal, que contempla alguns dos locais mais extraordinários do nosso país, autenticos tesouros escondidos que esperam pela sua visita. Vamos?

A aldeia de Vida da Ponte integra as 14 aldeias a visitar.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

A entrada para o paraíso


A mesa farta, rente ao fumeiro, é só uma das razões para rumar a Montalegre, uma das cinco portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Na zona de Pitões das Júnias, a natureza reina quase intacta, as tradições do mundo rural ainda vivem, e um mosteiro em ruínas ensina a apaziguar.
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A caminhada segue para a Cascata de Pitões da Júnias, onde se chega em pouco mais de uma hora. O caminho, já perto da cascata, inclui passadiços em madeira e alguns degraus que têm de ser vencidos, mas não tornam o percurso demasiado exigente. A paisagem, onde cabem serranias imponentes, ajuda a chegar ao destino – uma «varanda» e um banco para repor o fôlego, de onde se aprecia a queda de água com 30 metros. Subidos os degraus, volta-se a descer, desta vez para o lado contrário. A escassos minutos, aguarda-nos o Mosteiro de Santa Maria das Júnias, construído no século XII e classificado como Monumento Nacional. Repousa num vale e tem como companhia o Ribeiro do Campesinho. O facto de se encontrar em ruínas só parece reforçar a beleza do conjunto.

domingo, 29 de julho de 2018

sábado, 14 de julho de 2018

Vamos conhecer o padre Fontes


Mesmo no centro do lugar fica a casa de António Lourenço Fontes, padre. É edifício mais comprido do que largo, com paredes de granito e pequenas janelas quadradas por onde a luz entra sempre focada. Nas habitações transmontanas raramente o sol se mostra capaz de inundar um quarto inteiro - e a do Padre Fontes parece estar sempre mergulhada numa relativa penumbra. É aqui, nesta casa escura com paredes forradas de livros, que começa esta história.
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"Tenho aqui uma coisa que nunca mostrei a ninguém", diz o homem, enquanto galga um pequeno muro e procura com os dedos uma caixa. Lá dentro, pequenos cadernos gatafunhados com letra miúda, notas de pensamentos íntimos, relatos de tradições pagãs, escritos proibidos de contestação ao regime e à Igreja. O primeiro caderno é de 1950, ano em que Fontes entrou, tinha 10 anos, no seminário. "Isto é o meu diário. Mantive-o sempre comigo e mais ninguém. Talvez seja tempo de o partilhar."